ProjetoRibeirifro

Projeto RibeirifroEnsino, pesquisa e extensão para o fortalecimento das comunidades ribeirinhas do Baixo e Médio-Madeira, em Porto Velho

Atende comunidades atingidas pelas secas e cheias associadas às hidrelétricas — e tudo o que ele faz existe para chegar até elas.

Moradores mapeados1.806
Produtores572
Comunidades11+
Horas de formação300
Cartilhas a distribuir1.200
  • Nova Aliança180 produtores · macaxeira, banana
  • Aliança87 produtores · banana, mandioca
  • Bom Será60 produtores · banana, mandioca
  • Itacoá59 produtores · banana, açaí
  • Brasileira57 produtores · banana, mandioca
  • Estrada Jacu36 produtores · banana, mandioca
  • Bom Serazinho24 produtores · banana, mandioca
  • Ramal dos Acreanos20 produtores · café, macaxeira
  • Ramal do Jacu20 produtores · farinha, polpa de cupuaçu
  • Ilha dos Veados16 produtores · banana, macaxeira
  • Rio Verde13 produtores · mandioca, café
  • A definira lista é aberta a novas comunidades

Rio Madeira, Rondônia

Orçamento totalR$ 846.91181% custeio · 19% capital
Duração12 mesesAgo/2026 – Ago/2027
Lançamento oficial10/09quinta-feira, 2026
Equipe prevista28colaboradores diretos
Comunidades11+1.806 moradores mapeados

Lançamento oficial

Marco público de abertura da execução do Projeto.

Mesa de honra durante a cerimônia de lançamento do Projeto Ribeirifro, no auditório do Campus Porto Velho Zona Norte

10 de setembro de 2026

IFRO lança oficialmente o Projeto Ribeirifro no Campus Porto Velho Zona Norte

Em cerimônia realizada no dia 10 de setembro, o Campus deu início oficial ao Ribeirifro, projeto de pesquisa, formação profissional e extensão voltado às Comunidades Ribeirinhas do Baixo e Médio-Madeira, fruto de convênio entre o IFRO e o Ministério Público do Trabalho em Rondônia e no Acre.

Leia a matéria completa

O Campus Porto Velho Zona Norte do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) realizou, no dia 10 de setembro, a cerimônia de lançamento oficial do Projeto Ribeirifro, no auditório da unidade. O evento reuniu autoridades, servidores, estudantes e representantes das comunidades atendidas para marcar o início de uma iniciativa que vai levar pesquisa aplicada, formação profissional e ações de extensão às Comunidades Ribeirinhas do Baixo e Médio-Madeira.

O Ribeirifro é executado por meio de um convênio entre o Campus Porto Velho Zona Norte, o Ministério Público do Trabalho em Rondônia e no Acre (MPT, 14ª Região) e uma Fundação de Apoio interveniente. O projeto se organiza em três eixos — Pesquisa e Desenvolvimento, Formação Inicial e Continuada, e Gestão Processual — com o objetivo de oferecer formação profissional especializada às comunidades ribeirinhas a partir do mapeamento dos impactos socioambientais enfrentados na região, como as secas e cheias associadas à presença de hidrelétricas no Rio Madeira.

Entre as ações previstas para os próximos 12 meses estão a implantação de dois Laboratórios de Informática em escolas municipais dos Distritos de Nova Aliança e São Carlos, a oferta de cursos de Formação Inicial e Continuada para dezenas de pessoas de baixa renda, a produção de cartilhas de boas práticas de manejo e comercialização de produtos, e o desenvolvimento de um Painel de Monitoramento com Sistema de Indicadores, que vai reunir dados sobre as condições ambientais e socioeconômicas das comunidades atendidas para subsidiar políticas públicas.

A mesa de honra da cerimônia foi composta pelo Assessor da Reitoria Davys Sleman de Negreiros, representando o Reitor do IFRO, Moisés José Rosa Souza; pela Procuradora do Ministério Público do Trabalho em Rondônia e Acre, Camila Holanda; pelo Superintendente Municipal de Tecnologia da Informação de Porto Velho, Cezar Marini; pelo Diretor-Geral do Campus Porto Velho Zona Norte, Jeferson Cardoso da Silva; pelo representante do Movimento dos Atingidos por Barragens em Rondônia (MAB), Bruno Mendes; e pelo Coordenador-Geral do Projeto Ribeirifro, Ranieri Braga dos Santos. Também estiveram presentes o representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Regularização Urbana (Semdec), Carlos Alexandre de Souza, e o representante do Escritório de Projetos da Reitoria, Gilberto Paulino.

Após a execução do Hino Nacional, a cerimônia seguiu com os pronunciamentos do Coordenador-Geral do Projeto, do representante do MAB, do Diretor-Geral do Campus, do Superintendente Municipal de TI, da Procuradora do MPT e, por fim, do Assessor da Reitoria — encerrando os discursos que marcaram o início oficial das atividades do Ribeirifro.

Ao lançar o projeto, o Campus Porto Velho Zona Norte reafirma a missão do IFRO de promover educação profissional, científica e tecnológica de excelência, integrando ensino, pesquisa e extensão em favor do desenvolvimento humano, econômico, cultural, social e ambiental sustentável — agora alcançando diretamente as comunidades ribeirinhas do Baixo e Médio-Madeira.

Ribeirifro em números

3
eixos de atuação — Pesquisa e Desenvolvimento, Formação Inicial e Continuada, Gestão Processual
12 meses
de execução
2
Laboratórios de Informática — Distritos de Nova Aliança e São Carlos
300h
de Cursos de Formação — Inicial e Continuada
4
Cartilhas de Boas Práticas — de produção e mercado
1
Painel de Monitoramento — de indicadores socioambientais

Quem são as comunidades ribeirinhas

Povos que vivem às margens do Rio Madeira, em Porto Velho, sustentados pela agricultura familiar e pela pesca artesanal — e que historicamente recebem menos investimento público do que precisam.

Agricultura familiar e pesca artesanal

A base econômica das comunidades ribeirinhas do Baixo e Médio-Madeira é a agricultura familiar e a pesca artesanal — principal fonte de subsistência, renda e segurança alimentar das famílias que vivem ao longo do Rio Madeira.

Vulnerabilidade social e déficit de políticas públicas

Essas comunidades enfrentam desafios significativos de acesso à educação e oportunidades de emprego. Há uma insuficiência histórica de escolas, postos de saúde e programas de ação social nas margens do rio, que concentram o investimento público nos centros urbanos.

Lacuna de dados e de atenção institucional

As demandas sociais e os impactos socioambientais sofridos por essas populações ainda são insuficientemente conhecidos e pouco atendidos por políticas públicas eficazes — o que torna o mapeamento e a produção de dados uma ação urgente e estruturante.

Cadeia produtiva do pescado

A ausência de estrutura técnica para o beneficiamento adequado do pescado acarreta perdas significativas, limita o acesso a mercados e contribui para condições socioeconômicas precárias. A formação em boas práticas responde diretamente a essa demanda.

O Projeto Ribeirifro nasce para conhecer melhor essa realidade e apoiar as comunidades com pesquisa, formação profissional e produção de dados — para que políticas públicas mais eficazes possam ser construídas a partir de evidências concretas.

O território: Baixo e Médio-Madeira

Comunidades ribeirinhas de Porto Velho que vivem da agricultura familiar e da pesca, ao longo do Rio Madeira — priorizadas pelo Projeto com base em levantamentos da Coordenação-Geral.

O quadro abaixo reúne o levantamento inicial de moradores, produtores e principais itens de produção de cada comunidade priorizada. A localização exata de cada uma ainda está em levantamento, e a lista permanece aberta a novas comunidades conforme o mapeamento avança.

Outras a definirmapeamento em aberto

1.806moradores

572produtores

11 comunidades priorizadasToque num ponto

As posições são esquemáticas e indicam apenas a ordem das comunidades ao longo do rio. A geolocalização real está em levantamento pela equipe de campo.

ComunidadeMoradoresProdutoresPrincipais itens de produção
Nova Aliança1.000180macaxeira, banana, milho, melancia, melão, mamão, pupunha
Ramal dos Acreanos3220café, macaxeira, açaí, frutas, peixe
Estrada Jacu4036banana, mandioca, abacate, limão, laranja
Brasileira7057banana, mandioca, maracujá, maxixe, abóbora, milho
Bom Será14060banana, mandioca
Bom Serazinho7324banana, mandioca
Ramal do Jacu9020farinha, polpa de cupuaçu, mandioca, banana, castanha-do-brasil, pescado
Itacoá6259banana, açaí, milho, limão, abóbora, pimenta
Rio Verde17013mandioca, café, cana-de-açúcar, banana, açaí
Aliança8787banana, mandioca, verduras, farinha, cupuaçu, laranja
Ilha dos Veados4216banana, macaxeira, melancia, milho, abóbora, limão, mamão
Outras a definira lista é aberta a novas comunidades
Total mapeado1.80657211 comunidades

Fonte: Campus Porto Velho Zona Norte (2026).

Objetivos do Projeto

Oferecer formação profissional especializada a partir de um mapeamento e análise dos impactos socioambientais enfrentados pelas comunidades ribeirinhas do Baixo e Médio-Madeira. Três eixos organizam a execução.

Eixo 1

Pesquisa e Desenvolvimento

Mapeia as comunidades ribeirinhas, desenvolve o Painel de Indicadores Socioeconômicos e estuda a evolução social dos grupos atendidos ao longo do Projeto.

Identificar e caracterizar os principais impactos ambientais que afetaram as comunidades na última década; produzir artigos científicos e disponibilizar dados para subsidiar políticas públicas.

Eixo 2

Formação Inicial e Continuada

Implanta dois Laboratórios de Informática em escolas parceiras e oferta 300 horas de cursos às comunidades — dos fundamentos de informática ao beneficiamento de pescado.

Cursos gratuitos nas áreas de informática, produção de alimentos, serviços, produção agropecuária e boas práticas de mercado, com acesso prioritário a pessoas inscritas no CadÚnico.

Eixo 3

Gestão Processual

Conduz o convênio do início ao fim: produz cartilhas de boas práticas, promove os eventos de integração e presta contas ao Ministério Público do Trabalho.

Elaboração de 4 cartilhas de boas práticas, realização de Workshop e Seminário de Integração, e entrega do Dossiê Técnico-Científico de Prestação de Contas.

O que o Projeto entrega

Produtos concretos previstos no documento formal do Projeto — cada um com quantitativo definido e indicador de impacto social, econômico e científico.

Eixo 1 — Pesquisa
3
projetos de pesquisa

Levantamento de dados sobre condições de vida, organização social, políticas públicas e ordenamento territorial das comunidades ribeirinhas.

Eixo 1 — Pesquisa
1
painel de indicadores

Plataforma web de monitoramento de indicadores sociais das comunidades atendidas — disponibilizável à Prefeitura, Estado e União para subsidiar políticas públicas.

Eixo 1 — Pesquisa
3
artigos científicos

Demonstrativos técnico-científicos das condições socioeconômicas das comunidades: distribuição geográfica, trabalho e renda, situação educacional e saúde.

Eixo 2 — Formação
2
laboratórios de informática

Implantados com ao menos 10 máquinas cada, nas Escolas Municipais Maria Angélica (Nova Aliança) e Henrique Dias (São Carlos), para formação das comunidades.

Eixo 2 — Formação
300h
de formação profissional

Cursos de Formação Inicial e Continuada gratuitos, com prioridade para pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico ou Bolsa-Família e seus dependentes.

Eixo 3 — Gestão
1.200
cartilhas distribuídas

Quatro títulos de boas práticas de manejo, processamento e venda do pescado e outros produtos, com 300 exemplares por título, para fortalecer a autonomia produtiva.

Eixo 3 — Gestão
2
eventos de divulgação

Workshop de Boas Práticas e Seminário de Integração com participação das comunidades — para discussão de resultados, divulgação de produtos e fortalecimento da rede de contatos.

Quem realiza

Três instituições formalizam o Convênio Tripartite que sustenta o Projeto, e o MAB contribui como parceiro comunitário — cada um com um papel distinto na execução.

Idealizador e executor

Campus Porto Velho Zona Norte

Formula e executa o Projeto, coordena as equipes dos três eixos e ordena as despesas junto à Fundação de Apoio. Presta contas da execução ao Ministério Público do Trabalho.

Órgão descentralizador

Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região

Firma o Convênio Tripartite e descentraliza os recursos que financiam o Projeto. Fiscaliza a execução e recebe as prestações de contas periódicas.

Execução financeira

Fundação de Apoio

Fundação de Apoio interveniente no convênio: é quem efetivamente movimenta os recursos, em conta bancária própria do Projeto, a partir das despesas ordenadas pelo IFRO.

Articulação comunitária

Movimento dos Atingidos por Barragens

Movimento social das comunidades atingidas pelas hidrelétricas do Baixo e Médio-Madeira. Indica um dos três supervisores da equipe de campo e teve levantamentos próprios incorporados à pesquisa do Projeto.

Quem apoia

A Prefeitura de Porto Velho apoia a execução do Projeto, sobretudo com a infraestrutura dos Laboratórios de Informática — o detalhamento por secretaria está logo abaixo, em Parceiros institucionais.

Apoio institucional

Prefeitura de Porto Velho

Cede as salas e a infraestrutura dos dois Laboratórios de Informática nas escolas parceiras, por meio de quatro secretarias — detalhadas logo abaixo, em Parceiros institucionais.

Parceiros institucionais

Quatro secretarias da Prefeitura de Porto Velho sustentam o projeto em frentes distintas.

SMTI
Superintendência Municipal de Tecnologia

Apoio na consolidação de dados do Projeto; provimento de internet para a Escola Municipal Maria Angélica, viabilizando o funcionamento do Laboratório de Informática ali instalado.

SEMED
Secretaria Municipal de Educação

Cessão de duas salas de aula para a montagem dos Laboratórios de Informática: uma na Escola Municipal Maria Angélica (comunidade Nova Aliança) e outra na Escola Municipal Henrique Dias (distrito de São Carlos).

SEMDEC
Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Economia e Regularização Urbana

Apoio com dados sobre a regularização fundiária das terras das comunidades ribeirinhas.

SEMIAS
Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social

Apoio institucional às ações do Projeto junto às comunidades ribeirinhas em situação de vulnerabilidade social — articulação com a rede de assistência social do município (CRAS/CREAS) e possível suporte aos mapeamentos sociais exigidos pelo MPT.